O Centro Histórico de Diamantina, cidade histórica de Minas Gerais, é uma verdadeira volta ao passado. As construções religiosas e os casarios antigos, do tempo colonial, são edificações lindíssimas. As igrejas são do período barroco, com belos ornamentos, imagens que representam flores e anjos e colunas com talha dourada, símbolo da riqueza decorrente da corrida do ouro e extração de pedras preciosas no século XVIII. Conheça um pouco mais sobre elas:

Igreja do Carmo – Diamantina MG

Igreja do Carmo - Diamantina MG

 

Igreja do Carmo em Diamantina MG

 

Antiga, foi construída entre 1760 e 1765. O altar principal e as laterais possuem decoração folheadas a ouro.

Igreja de São Francisco de Assis

Igreja de São Francisco de Assis Diamantina MG

Erguida entre 1766 a 1772, no teto fica um enorme medalhão da Virgem cercada por anjos.

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos Diamantina MG

É a mais antiga de todas as igrejas de Diamantina. Finalizada em 1731, sua fachada é de estilo rococó e possui uma única torre.

Igreja Nossa Senhora das Mercês

Igreja Nossa Senhora das Mercês

Erguida pela comunidade dos crioulos, filhos dos escravos, ela foi erguida em 1785. Por fora sua aparência é simples, mas no seu interior os entalhes são dourados.

  • Construções Históricas de Diamantina

Além das igrejas, há outras construções históricas que merecem ser apreciadas. Veja quais são elas:

Mercado de Tropeiro

De estilo mouro, o Mercado foi finalizado em 1835. Em tempos idos, era apenas um ponto de carga e descarga dos viajantes e comerciantes da região. Atualmente é um centro cultural chamado David Ribeiro de Alcântara. Aos sábados pela manhã muitas pessoas se dirigem até lá para prestigiarem a feira de artesanato, culinária e hortifrutigranjeiros.

Casa de Juscelino Kubitschek

Casa de Juscelino Kubitschek

Hoje museu, a casa foi lar do ex-presidente JK. Suas formas são simples e o acervo conta com objetos da infância de Juscelino.

Casa de Xica da Silva

Um sobrado do século XVIII foi cenário do romance entre o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira e sua amante, a escrava Xica da Silva.  Com uma bela varanda e com sacada na fachada, a casa possui 14 cômodos e foi ocupada pelo famoso casal entre 1763 e 1771.

Casa do Padre José da Silva Rolim

Em um sobrado do século XVIII está o Museu do Diamante. O lugar tem esse nome por ter sido confiscado do Padre José por ele ter participado ativamente da Inconfidência Mineira.

Casa de Muxarabi

Por esse nome esquisito é conhecida a Casa da Biblioteca Pública Antonio Torres. A construção é bem diferente do que se vê em Diamantina. A arquitetura possui traços luso-árabes e suas varandas têm treliças e arcos. Tudo isso faz com que a Casa de Muxarabi seja Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Intendência

Atualmente é a Prefeitura Municipal, porém nessa construção do século XVIII funcionava a Casa da Intendência, regulando as normas da extração de diamantes. O destaque – negativo – era o fosso usado para eliminar os vendedores da pedra, atividade proibida na época.

Casa do Contrato

Até o final do século XVIII era o lugar onde se comprava – de forma exclusiva – os diamantes pela coroa Portuguesa. Hoje em dia abriga o Palácio da Arquidiocese de Diamantina.

Sobradinho Laport

Do século XIX, é nesse sobrado em que se realizam serenatas promovidas pelo proprietário, o músico José da Cunha Valle Laport.